Friday, March 17, 2006

A vida é criação!

“O ser humano não cresce quando repete. Só cresce quando utiliza o seu poder criador.
Há muitos anos que vamos repetindo o passado e tentando melhorá-lo no futuro. E não resulta.
No entanto, no ensino, nas escolas, no teu quotidiano, ensinam-te a repetir e verificam se repetes bem.
A evolução humana nunca se coadunou com repetição. O ensino é uma repetição, a vida quotidiana é uma repetição, a vida com os amigos é repetição, a vida em família é repetição, as religiões são repetição.
E o mundo não funciona”.

Texto de Luis Martins Simões, autor de “És Criador ou Repetidor?”, “Goste de Si” e “Atreva-se!”.

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Friday, March 3, 2006

Mudança e Transformação

Meus caros leitores. Deixo-vos hoje com um belo texto de Walther Hermann. Ele nos fala do tempo passado, presente e futuro e nos alerta para a necessidade de fazermos da nossa vida um tempo de mudança e transformação.

“Dizem que devemos tomar cuidado com os nossos desejos, pois eles podem se concretizar! Pois creio que estamos vivendo exactamente esse drama no presente. Pense bem, o quanto a indústria cinematográfica americana explorou filmes de guerras, apocalipses, heróis renegados, etc… Não é exactamente isso que eles estão enfrentando agora? E pior, a realidade pode ser muito mais dramática e contundente que a ficção!

Quando nascemos como seres humanos, encontramos um mundo que já existia antes de nós e que provavelmente continuará a existir após nossa existência. Diferente de qualquer outra civilização da história humana, a cultura ocidental permite e convida cada indivíduo a contribuir na construção do conhecimento e do próprio mundo. Isso porque, diferentes de outras culturas do passado, não aceitamos mais o mundo como pronto e acabado, como se fosse definitivo e permanente - não, mudança e transformação se tornaram parte de nossa compreensão!

Assim sendo, termos o privilégio de existir na Era da Informação, exige também uma grande responsabilidade: a flexibilidade de nos adaptarmos às necessidades do mundo e, quem sabe, retribuirmos ou oferecermos ao mundo o nosso legado pessoal de conhecimento, descoberta, criatividade, trabalho e experiência.

No passado, a posse de propriedades e património imóvel garantia riqueza, sucesso e prosperidade… Da mesma forma, jóias, ouro e riquezas dessa natureza. Mas, se reflectirmos sobre a origem das maiores riquezas da actualidade, talvez cheguemos à impressionante conclusão que é o conhecimento a maior riqueza e o verdadeiro património que possuímos, embora este seja completamente imponderável! Pense, quanto vale a fórmula da Coca-Cola, os segredos da farmacologia (indústria de medicamentos), o conhecimento de informática e de estratégia comercial que possui a Microsoft, entre outros tantos!

Quem sabe, exactamente por causa disso, nunca foi tão fácil na história da humanidade, escalarmos ou despencarmos da pirâmide social, mudando rapidamente de nível sócio-económico e de classe social… Tudo graças a esse “ouro sem peso” chamado de informação e conhecimento, cada vez mais disponível, melhor e mais rápido, para quem souber encontrá-lo, seleccioná-lo, interpretá-lo e utilizá-lo! Entretanto, na mesma proporção que essas “pérolas” e esses “diamantes” do conhecimento estão disponíveis e espalhados pelas ruas, “jogados no chão”, existe também cada vez mais “lixo”, na forma de boatos, informações desactualizadas e falsas verdades!

O mais interessante é que quase a totalidade do conhecimento disponível actualmente está codificado na nossa escrita nos livros, revistas, jornais e, mais recentemente, nos meios virtuais tais como a internet.

Pense bem, tudo está cada vez mais rápido… Os carros são melhores, mais seguros, mais económicos e possuem maior rendimento… As viagens de avião, os combóios, o metro… Todos cada vez mais rápidos… Se, no passado, você escrevia cartas que demoravam dias ou semanas para alcançarem seus destinos, hoje, ao enviar uma mensagem pela internet, ela chega do outro lado do mundo em poucos instantes! Tudo anda melhorando, ficando mais rápido e mais barato (ou será que um carro era acessível no início do século vinte ou um computador compatível com uma residência nos anos 60?).

O que comentamos até aqui, talvez você já esteja cansado de saber, mas o que possivelmente ainda não saiba é que, graças a todas essas evoluções, em vários campos do desenvolvimento humano e tecnológico, resultados das mais modernas pesquisas das ciências do comportamento e do funcionamento do cérebro humano (neurociências), novas e sofisticadas “ferramentas” estão sendo criadas para, de agora em diante, tornar o ser humano cada vez mais rápido e apto a se adaptar, viver, criar e prosperar nesse mundo em constante transformação.

Esse novo ser, ’super’ humano, capaz de fazer as coisas melhor, mais rapidamente e com menos esforço… Sim! Todos nós sonhamos com essa época na qual as máquinas trabalhassem por nós… E agora, esse tempo chegou nos trazendo uma das crises mais cruéis e universais - descobrimos que talvez não fosse bem isso o que desejávamos: falta de empregos, fome, miséria, etc. Profissionais de todos os níveis sem ocupação, mudando de profissões, necessidade de se construir currículos cada vez mais exigentes e especializados e, por outro lado, vagas disponíveis no mercado não sendo ocupadas por falta de profissionais qualificados! Contraditório, não?

É exatamente essa insatisfação a força que nos impulsiona a buscar o novo e o que existe de mais sofisticado para nos prepararmos para viver melhor e mais satisfeitos. Apenas uma parcela de cinco por cento das pessoas procura melhorar, aprender e se desenvolver antes que as necessidades se apresentem. E, como diz um dos criadores da Programação Neurolingüística, “se continuarmos a fazer as coisas como sempre fizemos, estaremos condenados a obter e permanecer com exatamente os mesmos resultados” (Richard Bandler), ou menos!

Faço parte de um grupo de educadores que acredita que quando a educação e suas tecnologias tiverem se desenvolvido tanto quanto nossas actuais ciências de ponta: engenharia electrónica, genética, micromecânica, etc, provavelmente uma criança com onze ou doze anos já terá conquistado o conhecimento correspondente a um grau de um doutoramento de nossas universidades actuais! É isso o que antevemos para o futuro! Com a utilização da realidade virtual, simuladores de tomada de decisões, educação à distância e a popularização das tecnologias de ensino de vanguarda!

Tenho um amigo italiano, com aproximadamente sessenta anos, que se estabeleceu no Brasil quando veio trabalhar numa multinacional… É um grande pensador. Um dia me disse o seguinte: - “Walther… Quando eu era criança, meus heróis eram soldadinhos de chumbo! Cowboys do farwest! E completou o pensamento dizendo que imaginava que a humanidade está passando por uma transformação nunca antes imaginada!!!

As gerações mais recentes tiveram como heróis e modelos de futuro, seres com habilidades super-humanas! Homens e mulheres que voam sem máquinas, que movem objectos com a força do pensamento, que vêem através da matéria sólida, que se comunicam telepaticamente sem palavras, etc. Essas “fantasias” estão abrindo caminho para uma nova humanidade… Para uma compreensão maior e uma profunda transformação na nossa raça! Por mais incrível ou alucinante que possa parecer.

Pense bem… O avião, o microondas, o computador, o raio laser, a electricidade, a luz elétrica, etc, em alguma data do passado, também foram apenas fantasias na mente de alguns “loucos visionários”! Todas nossas novas gerações já possuem um espaço mental para a existência de uma super-humanidade!

O que podemos então concluir é que nesse moderno mundo do conhecimento e da informação, aqueles que decidirem mudar os resultados que não estão a contento, terão que se juntar ao grupo desses 5% de pioneiros, sem medo de fazer as coisas de forma diferente, buscando o novo.

Se você já não for um deles, como desafio pessoal poderia tentar. Não precisa ser um novo “instantâneo”, comece aos poucos e pelas coisas simples. Por exemplo, mude o trajecto de seu caminho para o trabalho, mude o programa da TV, o lado da cama que você dorme, a sequência dos exercícios no ginásio, faça um curso completamente fora de sua área de actuação profissional, ou qualquer outra coisa que lhe agrade.

Depois de feita a mudança, pare para avaliar o que aprendeu de novo, quais os sentimentos que foram gerados, quais foram suas reacções, e finalmente o que de facto mudou em você. Com certeza vai gostar e notará como pode ser enriquecedora um experiência de mudança, ou no mínimo divertida.

Conclusões

Chegou a hora de arregaçarmos as mangas e enfrentarmos a dura constatação que chegou a nossa vez de experimentar a construção de um mundo mais humano, quem sabe, super-humano! E nada vamos conseguir apenas ficando sentados esperando que algo seja feito por nós… Olhe a sua volta e poderá até escolher por onde começar, tamanha a quantidade de coisas que devem ser feitas para melhorar nossas vidas e de nossa comunidade próxima”.

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Thursday, March 2, 2006

Na Era do Conhecimento

 

 

 

A mente humana – com todos os atributos, potencialidades e mistérios que lhe são reconhecidos – continua a ser um tema sedutor e aberto às mais variadas abordagens (filosóficas, biológicas, neuropsicológicas, etc.). Produto da actividade concertada de grandes aglomerações de células cerebrais altamente especializadas e de um complexo metabolismo que só agora começa a ser compreendido, a mente humana cumpre numerosas funções que se exprimem em diferentes planos.

 

 

Graças à evolução bem sucedida do sistema cérebro-mente, a história da Humanidade é um percurso empolgante de conquistas. Em não muitos milhões de anos vencemos uma série de etapas evolutivas e, chegados ao século XXI, eis-nos senhores de uma sociedade multifacetada, complexa e altamente competitiva - produto, afinal, da dinâmica interacção entre o exercício do pensamento e os desafios da vida.

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A história da humanidade reflecte assim, desde os seus primórdios, o resultado da nossa inteligência criativa. Em poucos milénios desbravámos territórios inóspitos e levantámos civilizações. Rapidamente percebemos que tínhamos o poder de exercer transformações no que antes parecia imutável. A criatividade tornou-se a grande força da nossa inteligência. De simples recoletores e caçadores passámos rapidamente a inventores, técnicos e artistas. E com isso modificamos completamente a face do planeta e a história do nosso Mundo.

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Agora, em plena Era do Conhecimento, o intelecto perfila-se como um capital de valor inestimável. Já ninguém duvida que a riqueza das nações, das comunidades e das organizações (seja de que tipo forem) depende mais dos recursos intelectuais – inteligência, criatividade e conhecimento – do que qualquer bem tradicional, incluindo o próprio dinheiro. De facto, a força muscular e o trabalho das máquinas estão rapidamente a ser substituídos pela inteligência.

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O neurofitness tem como finalidade ajudar o cérebro a atingir e a manter o nível de capacidade óptima. Esta disciplina assenta em três princípios fundamentais: 

  1. O cérebro é um órgão que tem a capacidade para se renovar a si mesmo.
  2. O cérebro tem capacidade ilimitada de aprendizagem e pode aumentar a sua eficiência através do exercício.
  3. O cérebro responde eficazmente à actividade física, ao treino mental e ao estilo de vida, podendo manter-se ágil durante toda a vida.

Uma característica vital do cérebro é chamada de neuroplasticidade. Aqui reside o segredo do poder mental. A neuroplasticidade (ou plasticidade neural) refere-se à capacidade dos neurónios de se transformarem e adaptarem a sua estrutura e função em resposta às exigências externas e internas do organismo.

De facto, toda a exigência que desafie ou estimule o cérebro (por exemplo, aprender um novo idioma) produz mudanças anatómicas muito significativas a nível celular como o aumento dos dendritos (filamentos que se ramificam a partir do centro da célula para contactarem outros neurónios), o aumento no número de espinhas dendríticas, a formação de novas sinapses (junções especializadas existentes nos neurónios através das quais estes conectam entre si), o aumento da actividade das neuroglias (células que apoiam os neurónios) e alterações no metabolismo celular (transformações químicas que estão no centro do trabalho cerebral).

Existem vários tipos de neuroplasticidade. A primeira, chamada de “neuroplasticidade de desenvolvimento” compreende vários e complexos estágios e realiza-se ao longo da vida dos neurónios a fim de permitir o natural desenvolvimento do cérebro. Outra forma, a chamada neuroplasticidade dependente da experiência” surge especialmente com novas experiências, desafios e aprendizagem. Dá-se então a chamada expansão do mapa, isto é, a cada nova aprendizagem o cérebro reorganiza-se, expande as suas conexões neurais (de neurónio) e modifica as capacidades, ampliando-as e fixando-as na memória do indivíduo. Há também a “neuroplasticidade após lesão cerebral” que traduz as capacidades de auto-reparação nos tecidos que permanecerem intactos após uma lesão no cérebro. Finalmente, a “neurogénese” diz respeito ao nascimento de novos neurónios no cérebro.

 

Os exercícios de neurofitness´incentivam a actividade plástica do cérebro, ampliando e reforçando as suas múltiplas aptidões e talentos. É lícito acreditar que um cérebro activo e estimulado por diferentes desafios se revele mais perspicaz, mais hábil e naturalmente mais capaz de responder às solicitações do pensamento.

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Na exigente sociedade de hoje só as pessoas que invistam seriamente no capital intelectual de que dispõem (inteligência, criatividade e conhecimento) poderão aspirar a lugares destacados no mundo do trabalho. Aprender mais e mais e durante toda a vida tornou-se numa exigência da Era do Conhecimento. Para tal temos de estar na melhor forma mental. A “potência cerebral óptima” pode ser atingida através de um estilo de vida sadio, uma alimentação equilibrada e ginástica cerebral adequada.

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